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COLUNISTA

André Huscher

JORNALISTA @oandrehuschergiga

Comer, beber, dormir. 4 Hotéis com bons restaurantes em Portugal

5.12.20      Texto: André Huscher      Fotos: Divulgação

1. Restaurante: Largo do Paço / Hotel: Casa da Calçada



Construído durante o séc. XVI para ser um dos principais palácios do Conde de Redondo, a Casa da Calçada foi recuperada em 2001, integrou a Relais & Châteaux em 2003, e conquistou a estrela Michelin em 2004, com o restaurante Largo do Paço, que já viu passar pela sua cozinha grandes chefs nacionais. Desde 2017 é Tiago Bonito quem tem continuado este trabalho, ele que é um apaixonado pela tradição. 

2. Restaurante: Midori / Hotel: Penha Longa



Quando é que começou a moda do sushi? Não foi em 1992, com toda a certeza, data em que o Midori – que significa verde – abriu as suas janelas para a Serra de Sintra, integrado no Penha Longa Resort. Foi um dos primeiros restaurantes japoneses no país. Quem gostava e podia, sabia que havia ali uma espécie de templo à prova de modas. A qualidade esteve sempre presente ao longo de 25 anos, mas em 2017 os responsáveis quiseram dar um passo em direção à alta-cozinha. Diminuíram o tamanho do espaço e aumentaram a ambição. Pedro Almeida, chef que já estava na casa há muitos de anos, teve liberdade e criatividade para todos os meses criar um novo menu degustação. Testou mais de 200 pratos.

O céu, ou pelo menos uma estrela (Michelin), parecia ser o limite. Chegou em 2018 tornando o Penha Longa o único resort de luxo com dois restaurantes distinguidos pelo Guia, lado a com lado o Lab, do espanhol Sergi Arola. Além dos pratos à la carte, há duas opções de degustação: o Menu Kiri, de sete momentos, e o Yama, de nove. Ambos são recriações dos tradicionais menus kaiseki da alta-cozinha japonesa. Ainda assim, há sempre uma surpreendente ligação a Portugal.

3. The Yeatman



Quando abriu, em 2010, houve quem torcesse o nariz: afinal, não só se apresentava como um hotel vínico, como também tinha um spa especializado em tratamentos de vinoterapia. Era o primeiro spa da Caudalie em Portugal, marca que já tinha pisado muitas uvas em Bordéus, currículo que, ainda assim, não chegava para convencer os mais céticos. “O que é que as pessoas vão fazer?”, sussurrava-se. “Tomar banhos de vinho tinto?” Não só, mas também. 

Pese a desconfiança inicial, o hotel The Yeatman acabou por ser um sucesso, tendo recebido muitas distinções internacionais. Pelo spa, pela vista – aquela piscina panorâmica sobre o centro histórico do Porto é qualquer coisa – e, claro, pelo seu restaurante. Obra de Ricardo Costa, homem tímido, mas cozinheiro destemido, que tinha arriscado deixar o conforto da Largo do Paço, na Casa da Calçada, onde esteve entre 2007 e 2010. 

E o que se faz depois de conquistar a primeira estrela? Conquista-se a segunda, em 2017. Isso envolveu muito trabalho e criatividade. A cozinha tem os olhos cravados no mar e as mãos na terra. O menu é sazonal, fixo, composto por oito a dez pratos. Tudo harmonizado com vinho, é claro. Muito vinho.

4. Restaurante: G Pousada / Hotel: Pousada de São Bartolomeu



Longe vão os tempos em que a cidade andava nas bocas do mundo devido à história das “mães de Bragança”, mulheres que se uniram contra a prostituição na cidade, caso que chegou à capa da revista Time, em 2003. Por essa altura, nem os mais sonhadores imaginariam que, em 2019, haveria um restaurante da terra a integrar o elitista e centralista Guia Michelin. Mas a verdade é que a realidade superou as melhores expectativas. Culpa dos irmãos Óscar e António Gonçalves – filhos dos proprietários do também afamado restaurante Geadas. Eles assumiram a gestão da Pousada de São Bartolomeu e resolveram apostar numa cozinha de autor inspirada nos produtos locais, no G Pousada. 

Houve quem lhes chamasse loucos – se no Porto fazer uma cozinha de autor era, há uns anos, considerado um risco, imagine-se em Bragança. Afinal, quem é que faria uma viagem tão grande para comer peixe com trigo e ouriço-do-mar? Ou um peixe acompanhado por arroz da ria Formosa? Muita gente, pelo vistos. Estes são dois dos pratos da atual carta. Também há carne, cabrito serrano, veado, vaca mirandesa, porco bísaro. Pratos que, quem sabe, chegarão também eles um dia à capa da Time. 
Com participação de João Ferreira Oliveira

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